quarta-feira, 13 de Junho de 2007

Boalhosa

Boalhosa2 http://aspalavrasemmim.blogspot.com/



Picada no Macro

terça-feira, 29 de Maio de 2007

A avantesma da democracia portuguesa


sexta-feira, 25 de Maio de 2007

Portugal virou uma nave de loucos e Lisboa um estágio de psiquiatria


Texto importado do blog Macroscopio, versão integral



"Houve um tempo em que eram os economistas que mandavam no País, Cavaco foi esse ícone e governou durante uma década reformando as redes viárias do país e permitindo a emergência duma classe média que hoje se desfaz; depois, com Guterres e agora com Socas, sobreveio o tempo dos engenheiros que geometrizam Portugal na Europa da forma possível, mas com o país a divergir de todos os indicadores de desenvolvimento socioeconómico reflectindo a pobreza crescente de Portugal. Pelo meio ocorreram duas abtardas que pouco ou nada contam: zandinga e gabriel Alves - como um dia, num congresso do PSD, Durão barroso apelidou Santana Lopes. O mesmo que hoje apelida de estalinista e de nazi Marques Mendes por ter judicializado a vida política impedindo, assim, que qualquer arguído seja agente político no activo. Foi pena que o mesmo Mendes não tivesse mandado suspender o deputado António Preto pelas actividades corruptas em que se envolveu com a empresa do Norte que passava cartas de condução falsas... (link)



Hoje é chegado o tempo dos psiquiatras ao poder. Vejamos alguns factos que justificam essa deriva: Manel Pinho, ministro da Economia diz na China que Portugal é um bom país para se investir porque cá os salários são baixos; um obscuro secretário de Estado da Energia (um tal Castro..) referiu que o aumento da electricidade para 16% deveria ser suportada pelos consumidores, tout court, depois o "animal" pediu desculpa dizendo que teve um dia difícil; ontem Mário Lino, ministro das "Obra Estranhas" qualificou Almada, Setúbal e a margem Sul como um "deserto" (pura demência, espetar com o senhor no Júlio de Matos é o mínimo que os seus amigos deverão imediatamente fazer..); no PSD - onde a guerra civil campeia, SLopes cunha MMendes de nazi e estalinista; o Alberto Jardim da Madeira desde o 25 de Abril que chama nomes feios aos portugueses do "Contenente"; a bufaria pidesca teve no episódio da srª Margarida Morais e no prof. Charrua um capítulo digno duma ditadura comunista do Leste europeu..




Os exemplos multiplicam-se neste país doente, ansioso, com palpitações, tremores, dispneias, sufocações, dores de peito, nauseas, tonturas, despersonalização ou desrealização entre tantos outros sintomas que justificam o aparecimento em força do pessoal clínico na política para curar os portugueses e Portugal. De modo que não será difícil perceber o caos em que caímos em Lisboa e no País. Aquela imagem, metafóricamente, reflecte essa socio-condição em que hoje nos encontramos: alguns políticos de meia-tijela pretendem abrir-nos a cabeça e fazer a mestela que bem entendem para se promoverem e fingirem que vão salvar-nos da desgraça que está aí à vista de todos..



Uma cratera chamada Lisboa com um passivo financeiro de 1200.000 milhões de euros - em que já nem há recursos para comprar papel higiénico nem pagar os salários aos funcionários camarários. O nosso amigo José Adelino Maltez refere na tsf, com propriedade, que à dúzia (de candidatos) é mais barato e adianta, recordando Augusto Castro, que a cidade de Lisboa foi feita por subscrição nacional. Havendo, por outro lado, que combater dois tipos de centralismos absolutismos: o do governo e o da autarquia - entopida que está por procedimentos administrativos marcelistas que só bloqueiam a vida na cidade - que deveria importar o melhor da gestão eficiente de megapolis como Madrid, Barcelona ou Paris...



Hoje temos temos 12 candidatos a Lisboa, o que é estranho numa conjuntura de grave crise local e nacional. Será que vão todos fazer promessas irrealizáveis? E o valor dos candidatos que se dizem "independentes" - como deverão ser avaliados pelos eleitores? Será que toda essa gente irá ter por guia a cleptomania que vigorou em mandatos anteriores e que os tribunais ainda estão a investigar para saber se deduzem acusação? É que Lisboa e os seus gestores de palmo e meio - por força do compadrio com o pato-bravismo da construção civil que impera na Capital, nepotismo e corrupção tem sido objecto - de várias penalizações afectando sobremaneira a vida diária dos lisboetas. Desde os transportes, à habitação passando pelos espaços verdes e demais políticas sectoriais à escala urbana.



É assim que vejo todos esses abutres - de falsos independentes, de partidos (em guerra civil), de ressentidos a não conseguir resistir ao impulso de avançar com candidaturas torpes apenas como fito de subir a escadaria mediática e dar nas vistas na comunicação social, o que de outro modo jamais aconteceria. É, com efeito, um momento parada cada "peixeiro" vender o seu "peixe" à turba que passa.



É, portanto, a este estado geral de coisas a que Lisboa chegou, à crise em que Portugal está - neste jogo de reflexos cruzados em que todos jogam a sua cartada como se fossem ilusionistas de circo de 7ª categoria, em busca do tesouro perdido numa versão rasca do Indiana Jones.



Como português e como lisboeta - confesso que me envergonho deste estado geral a que chegámos. Um estado a que os psiquiatras chamam de perturbação do impulso - de os srs. Mário Lino, Manel Pinho, Slopes e muitos outros são hoje um mau exemplo para todos nós. Além da cleptomania, da piromania e da onicofagia (cfr., o diccionário pfv) que hoje atravessam as artérias desta maravilhosa cidade das sete colinas que é Lisboa, apesar da chuva...



Razões mais do que suficientes para justificar e clamar os psiquiatras ao poder"...




PS: Dedicamos este post a todos aqueles que, malgré tout, ainda não se deixaram enlouquecer e estão lúcidos.

domingo, 20 de Maio de 2007

Um conto de Luís Fernando Verríssimo



Conto picado no Macro

Esta é uma daquelas histórias que as pessoas juram que aconteceram, não faz muito sentido, com um amigo delas. Há anos você ouve a mesma história, sempre com a garantia de que aconteceu mesmo. Há pouco, com um amigo. Nesta versão o amigo se chama João e a mulher se chama Maria, para simplificar.

- O João começou a desconfiar das constantes conversas da Maria com José, amigo do casal. Volta e meia o João pegava a Maria e o Zé cochichando, e quando se aproximava deles, eles paravam.
- O que vocês dois tanto conversam?
- Nada.
Ou a Maria estava falando ao telefone e, quando o João chegava, dizia - "Não posso agora" e desligava.
- Quem era?
- Ninguém.
Não foi uma nem duas vezes. Durante semanas, o ninguém ligou muito. E um dia a Maria anunciou que precisava viajar. Sua vó Nica. No interior. Muito mal. Nas últimas. Precisava vê-la. Iria na 6ª de manhã e voltaria no domingo.
- Logo na 6ª, Maria?
- Por quê? Que que tem na 6ª?
- Nada.
João telefonou para a sogra e perguntou como ia a vó Nica.
- A mamãe? Deve estar bem. Foi com o grupo dela fazer compras no Paraguai.
Maria só levou uma pequena sacola na viagem. Claro, pensou João. Só o que iria precisar, no hotel em que se encontraria com o Zé para um fim de semana de amor. No fim da tarde, só para confirmar, João telefonou do seu escritório para o escritório do Zé. Não, o seu José não estava. Tinha saído cedo e avisado que não voltaria. Muito bem, pensou João. Muito bem. Era assim que ela queria? Pois muito bem. Ele se vingaria. Levaria uma mulher para casa. Sim, para casa. Uma mulher, não. Duas. Fariam um maneger a troi, ou como quer que se chama aquilo - na cama do casal!
Na boate, já bêbado, João perguntou para as duas mulheres, Vanessa e Giselle:
- Sabem que dia é hoje?
- Fala, filhote - disse Vanessa.
- O meu aniversário. E sabe que presente a minha mulher me deu?
- O quê? (Gisele)
- Cornos! E com o Zé. Com o Zé!
- Sempre tem um Zé - filosofou a Vanessa.
João desconfiara que uma das duas mulheres era um travesti, mas ao chegarem a casa, ele não se lembrava mais qual. Decretou que os três tirariam a roupa antes de entrar na casa. As mulheres toparam. Quando João conseguiu acertar o buraco da fechadura e abrir a porta, a Gisele tinha pulado nas suas costas e se pendurado no seu pescoço, e a Vanessa tentava pegar o seu pénis, e era assim que eles estavam quando as luzes da casa se acenderam e todos que estavam lá para a festa de aniversário que a Maria e o José tinham passado semanas planejando gritaram - "Surpresa!".

in LFV, O melhor das Comédias...

sexta-feira, 18 de Maio de 2007

Moloko - the time is now


Moloko - the time is now


Via Macro

A situação política em Lisboa por analogia ao Matrix - no Macro -

Matrix cow




Lisboa é, assim, um caos absoluto - com um passivo tremendo e para o qual parece não haver talento, engenharia financeira ou estratégia capaz de a salvar: um monstro de ingovernabilidade. Uma cratera assente num vulcão a que o PS resolveu abraçar pela mão de António Costa - um candidato credível e ganhador. O PsD propôs o paraquedista Seara - depois de Ferreira leite se ter negado. Mendes deveria aceitar, e se a coisa corresse bem, em 2009, cederia o lugar mas daria aos lisboetas e ao País um sinal de que se sacrificou, quem sabe não regressaria à liderança com energias redobradas e com um vigor portador de futuro posicionando-se melhor para o lugar de PM.

Não o afazendo Mendes apenas lança mais um agente Smith (via Fernando Negrão) que irá morrer à praia ou nas mãos de António Costa, o novel Neo. Seara, Manela ferreira leite, Negrão - são peanuts para António Costa - que figurará nesta luta pela Capital como o Neo dos Passos do Concelho, enquanto que o exército dos agentes Smiths de que Mendes se lembrou foi a troika Paula Teixeira da Cruz, Seárá e Ferreira leite. Uma "deprimência", como diria um amigo meu...

Confesso que Lisboa se irá transformar numa grande cena de pancadaria política com as cabeças dos agentes Smiths a esvoaçar pelos céus da Capital, com Mendes tentando apanhá-las com cola UHU - infrutíferamente. Mais-a-mais António Costa - vem com o treino e a preparação política e militar de Ministro da Administração Interna - habituado que está a disciplinar e sovar nos polícias mais duros e rebeldes. Vai ser mais mais um passeio pela capital.

No final, já se vê, não será apenas o elefante branco do Santana lopes e o vazio oculto do Luís FMeneses a pedirem a cabeça de MMendes, até o deputado Antonho Preto reclamará, como os índios, o seu escalpe - ante o caos da Capital.
Lisboa é assim uma cidade sitiada, e a situação política, financeira e operacional a que chegou faz dela a tal cratera assente no vulcão. Qualquer dia há um terramoto, e quando tal suceder até a estátua do Marquês de Pombal ladeada pelo leão - vem abaixo, para tristeza dos sportinguistas."
Picado no Macro
Ver mais aqui.

Gato fedorento e Moloko


Gato Fedorento - a mangueira do Arlindo - que é bombeiro




Gato Fedorento - Talho






Moloko - Sing it Back





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