Portugal virou uma nave de loucos e Lisboa um estágio de psiquiatria

Texto importado do blog Macroscopio, versão integral
"Houve um tempo em que eram os economistas que mandavam no País, Cavaco foi esse ícone e governou durante uma década reformando as redes viárias do país e permitindo a emergência duma classe média que hoje se desfaz; depois, com Guterres e agora com Socas, sobreveio o tempo dos engenheiros que geometrizam Portugal na Europa da forma possível, mas com o país a divergir de todos os indicadores de desenvolvimento socioeconómico reflectindo a pobreza crescente de Portugal. Pelo meio ocorreram duas abtardas que pouco ou nada contam: zandinga e gabriel Alves - como um dia, num congresso do PSD, Durão barroso apelidou Santana Lopes. O mesmo que hoje apelida de estalinista e de nazi Marques Mendes por ter judicializado a vida política impedindo, assim, que qualquer arguído seja agente político no activo. Foi pena que o mesmo Mendes não tivesse mandado suspender o deputado António Preto pelas actividades corruptas em que se envolveu com a empresa do Norte que passava cartas de condução falsas... (link)
Hoje é chegado o tempo dos psiquiatras ao poder. Vejamos alguns factos que justificam essa deriva: Manel Pinho, ministro da Economia diz na China que Portugal é um bom país para se investir porque cá os salários são baixos; um obscuro secretário de Estado da Energia (um tal Castro..) referiu que o aumento da electricidade para 16% deveria ser suportada pelos consumidores, tout court, depois o "animal" pediu desculpa dizendo que teve um dia difícil; ontem Mário Lino, ministro das "Obra Estranhas" qualificou Almada, Setúbal e a margem Sul como um "deserto" (pura demência, espetar com o senhor no Júlio de Matos é o mínimo que os seus amigos deverão imediatamente fazer..); no PSD - onde a guerra civil campeia, SLopes cunha MMendes de nazi e estalinista; o Alberto Jardim da Madeira desde o 25 de Abril que chama nomes feios aos portugueses do "Contenente"; a bufaria pidesca teve no episódio da srª Margarida Morais e no prof. Charrua um capítulo digno duma ditadura comunista do Leste europeu..
Os exemplos multiplicam-se neste país doente, ansioso, com palpitações, tremores, dispneias, sufocações, dores de peito, nauseas, tonturas, despersonalização ou desrealização entre tantos outros sintomas que justificam o aparecimento em força do pessoal clínico na política para curar os portugueses e Portugal. De modo que não será difícil perceber o caos em que caímos em Lisboa e no País. Aquela imagem, metafóricamente, reflecte essa socio-condição em que hoje nos encontramos: alguns políticos de meia-tijela pretendem abrir-nos a cabeça e fazer a mestela que bem entendem para se promoverem e fingirem que vão salvar-nos da desgraça que está aí à vista de todos..
Uma cratera chamada Lisboa com um passivo financeiro de 1200.000 milhões de euros - em que já nem há recursos para comprar papel higiénico nem pagar os salários aos funcionários camarários. O nosso amigo José Adelino Maltez refere na tsf, com propriedade, que à dúzia (de candidatos) é mais barato e adianta, recordando Augusto Castro, que a cidade de Lisboa foi feita por subscrição nacional. Havendo, por outro lado, que combater dois tipos de centralismos absolutismos: o do governo e o da autarquia - entopida que está por procedimentos administrativos marcelistas que só bloqueiam a vida na cidade - que deveria importar o melhor da gestão eficiente de megapolis como Madrid, Barcelona ou Paris...
Hoje temos temos 12 candidatos a Lisboa, o que é estranho numa conjuntura de grave crise local e nacional. Será que vão todos fazer promessas irrealizáveis? E o valor dos candidatos que se dizem "independentes" - como deverão ser avaliados pelos eleitores? Será que toda essa gente irá ter por guia a cleptomania que vigorou em mandatos anteriores e que os tribunais ainda estão a investigar para saber se deduzem acusação? É que Lisboa e os seus gestores de palmo e meio - por força do compadrio com o pato-bravismo da construção civil que impera na Capital, nepotismo e corrupção tem sido objecto - de várias penalizações afectando sobremaneira a vida diária dos lisboetas. Desde os transportes, à habitação passando pelos espaços verdes e demais políticas sectoriais à escala urbana.
É assim que vejo todos esses abutres - de falsos independentes, de partidos (em guerra civil), de ressentidos a não conseguir resistir ao impulso de avançar com candidaturas torpes apenas como fito de subir a escadaria mediática e dar nas vistas na comunicação social, o que de outro modo jamais aconteceria. É, com efeito, um momento parada cada "peixeiro" vender o seu "peixe" à turba que passa.
É, portanto, a este estado geral de coisas a que Lisboa chegou, à crise em que Portugal está - neste jogo de reflexos cruzados em que todos jogam a sua cartada como se fossem ilusionistas de circo de 7ª categoria, em busca do tesouro perdido numa versão rasca do Indiana Jones.
Como português e como lisboeta - confesso que me envergonho deste estado geral a que chegámos. Um estado a que os psiquiatras chamam de perturbação do impulso - de os srs. Mário Lino, Manel Pinho, Slopes e muitos outros são hoje um mau exemplo para todos nós. Além da cleptomania, da piromania e da onicofagia (cfr., o diccionário pfv) que hoje atravessam as artérias desta maravilhosa cidade das sete colinas que é Lisboa, apesar da chuva...
Razões mais do que suficientes para justificar e clamar os psiquiatras ao poder"...
PS: Dedicamos este post a todos aqueles que, malgré tout, ainda não se deixaram enlouquecer e estão lúcidos.
"Houve um tempo em que eram os economistas que mandavam no País, Cavaco foi esse ícone e governou durante uma década reformando as redes viárias do país e permitindo a emergência duma classe média que hoje se desfaz; depois, com Guterres e agora com Socas, sobreveio o tempo dos engenheiros que geometrizam Portugal na Europa da forma possível, mas com o país a divergir de todos os indicadores de desenvolvimento socioeconómico reflectindo a pobreza crescente de Portugal. Pelo meio ocorreram duas abtardas que pouco ou nada contam: zandinga e gabriel Alves - como um dia, num congresso do PSD, Durão barroso apelidou Santana Lopes. O mesmo que hoje apelida de estalinista e de nazi Marques Mendes por ter judicializado a vida política impedindo, assim, que qualquer arguído seja agente político no activo. Foi pena que o mesmo Mendes não tivesse mandado suspender o deputado António Preto pelas actividades corruptas em que se envolveu com a empresa do Norte que passava cartas de condução falsas... (link)
Hoje é chegado o tempo dos psiquiatras ao poder. Vejamos alguns factos que justificam essa deriva: Manel Pinho, ministro da Economia diz na China que Portugal é um bom país para se investir porque cá os salários são baixos; um obscuro secretário de Estado da Energia (um tal Castro..) referiu que o aumento da electricidade para 16% deveria ser suportada pelos consumidores, tout court, depois o "animal" pediu desculpa dizendo que teve um dia difícil; ontem Mário Lino, ministro das "Obra Estranhas" qualificou Almada, Setúbal e a margem Sul como um "deserto" (pura demência, espetar com o senhor no Júlio de Matos é o mínimo que os seus amigos deverão imediatamente fazer..); no PSD - onde a guerra civil campeia, SLopes cunha MMendes de nazi e estalinista; o Alberto Jardim da Madeira desde o 25 de Abril que chama nomes feios aos portugueses do "Contenente"; a bufaria pidesca teve no episódio da srª Margarida Morais e no prof. Charrua um capítulo digno duma ditadura comunista do Leste europeu..
Os exemplos multiplicam-se neste país doente, ansioso, com palpitações, tremores, dispneias, sufocações, dores de peito, nauseas, tonturas, despersonalização ou desrealização entre tantos outros sintomas que justificam o aparecimento em força do pessoal clínico na política para curar os portugueses e Portugal. De modo que não será difícil perceber o caos em que caímos em Lisboa e no País. Aquela imagem, metafóricamente, reflecte essa socio-condição em que hoje nos encontramos: alguns políticos de meia-tijela pretendem abrir-nos a cabeça e fazer a mestela que bem entendem para se promoverem e fingirem que vão salvar-nos da desgraça que está aí à vista de todos..
Uma cratera chamada Lisboa com um passivo financeiro de 1200.000 milhões de euros - em que já nem há recursos para comprar papel higiénico nem pagar os salários aos funcionários camarários. O nosso amigo José Adelino Maltez refere na tsf, com propriedade, que à dúzia (de candidatos) é mais barato e adianta, recordando Augusto Castro, que a cidade de Lisboa foi feita por subscrição nacional. Havendo, por outro lado, que combater dois tipos de centralismos absolutismos: o do governo e o da autarquia - entopida que está por procedimentos administrativos marcelistas que só bloqueiam a vida na cidade - que deveria importar o melhor da gestão eficiente de megapolis como Madrid, Barcelona ou Paris...
Hoje temos temos 12 candidatos a Lisboa, o que é estranho numa conjuntura de grave crise local e nacional. Será que vão todos fazer promessas irrealizáveis? E o valor dos candidatos que se dizem "independentes" - como deverão ser avaliados pelos eleitores? Será que toda essa gente irá ter por guia a cleptomania que vigorou em mandatos anteriores e que os tribunais ainda estão a investigar para saber se deduzem acusação? É que Lisboa e os seus gestores de palmo e meio - por força do compadrio com o pato-bravismo da construção civil que impera na Capital, nepotismo e corrupção tem sido objecto - de várias penalizações afectando sobremaneira a vida diária dos lisboetas. Desde os transportes, à habitação passando pelos espaços verdes e demais políticas sectoriais à escala urbana.
É assim que vejo todos esses abutres - de falsos independentes, de partidos (em guerra civil), de ressentidos a não conseguir resistir ao impulso de avançar com candidaturas torpes apenas como fito de subir a escadaria mediática e dar nas vistas na comunicação social, o que de outro modo jamais aconteceria. É, com efeito, um momento parada cada "peixeiro" vender o seu "peixe" à turba que passa.
É, portanto, a este estado geral de coisas a que Lisboa chegou, à crise em que Portugal está - neste jogo de reflexos cruzados em que todos jogam a sua cartada como se fossem ilusionistas de circo de 7ª categoria, em busca do tesouro perdido numa versão rasca do Indiana Jones.
Como português e como lisboeta - confesso que me envergonho deste estado geral a que chegámos. Um estado a que os psiquiatras chamam de perturbação do impulso - de os srs. Mário Lino, Manel Pinho, Slopes e muitos outros são hoje um mau exemplo para todos nós. Além da cleptomania, da piromania e da onicofagia (cfr., o diccionário pfv) que hoje atravessam as artérias desta maravilhosa cidade das sete colinas que é Lisboa, apesar da chuva...
Razões mais do que suficientes para justificar e clamar os psiquiatras ao poder"...
PS: Dedicamos este post a todos aqueles que, malgré tout, ainda não se deixaram enlouquecer e estão lúcidos.

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